Caipirinha Appreciation Society

Samba Desenredo | ½ dúzia de 3 ou 4 (translation)


Música: Sergio Wontroba | Letra: Daniel Carezzato, Gabriela Prado, Luciana Bugni, Sergio Wontroba e Thiago Melo | Arranjos: ½ Dúzia de 3 ou 4

English

This is a classic song in the Caipirinha Appreciation Society repertoire, a witty 'samba enredo' composed by our friends from 1/2 Dúzia de 3 ou 4, the announcers the End Of The World (as we know it). One of the 12 songs specially composed for the event, this one deserves a translation for its prophetic lyrics, foreseeing a bleak future without a World Cup in Brazil.

 

Samba Desenredo*1
Meia Dúzia de 3 ou 4

O fim da Era Glacial
foi o abre-alas*2 do Aquecimento Global
Verdadeiro início da desgraça,
o apogeu e a decadência de uma raça
O homem entrou no jogo,
virou seu próprio carrasco,
Dominou o fogo,
fez o carvão, a chaleira e o churrasco

Pra fazer carvão, devastação
E da chaleira veio a Revolução Industrial
Máquinas faziam tudo
Mais valia eu ter faltado pra pular o carnaval
e o churrasco? todo mundo gosta!
Mas se esquece que o rebanho gera bosta*3
Mesmo assim comi bem mais de um
Nem ligava que o boi soltava pum (eh! mundo véio*4!)

Eh! mundo véio sem porteira!
Sambar assim sozinho é muito chato!
Eh! mundo véio sem porteira!
Findou tudo, sobrei eu e o Borba Gato!
Eh! mundo véio sem porteira!
Sambei assim sozinho a vida inteira!
Eh! mundo cinza sem fronteira!
Findou tudo, e nem foi na quarta-feira*5!

Vejam essa maravilha de cenário:

Tinha Machu-Pichu no Peru,
os lindos pampas da América do Sul
Os Alpes, o Monte Fuji,
a Torre Eiffel e o Moulin Rouge

Muralhas da China, Pirâmides do Egito,
Boteco de esquina, caldo de cana, pastel de feira de palmito
(e pirulito)
As planínies do Azerbaijão,
As cachoeiras, o serrado, o Redentor, o Taj Mahal,

O Farol de Alexandria, os Jardins da Babilônia, o Senado Federal,
Futebol que o povo idolatrava e no Estádio dos Aflitos*6 se acabava,
o Maracanã*6 ruiu, nunca mais vai ter Copa no Brasil
(eh! mundo veio!)

Eh! mundo véio sem porteira!
Sambar assim sozinho é um barato!
Eh! mundo véio sem porteira!
Findou tudo, sobrei eu e o Borba Gato!
(eh, mundo veio!)
Eh! mundo sem porta-bandeira*7!
Baiana, velha guarda*7 e bateria*7 da mangueira
Eh! mundo sem eira nem beira!
Apago a luz e me sirvo saideira*8

Samba Desenredo
Meia Dúzia de 3 ou 4

The end of the Ice Age
was the opening for Global Warming
The true beginning of doom,
the heyday and decline of a race
Man came into the game and became his own executioner,
Conquered fire to make charcoal, kettle and barbecue

.
To make charcoal, devastation
And from the kettle came the Industrial Revolution
Machines did it all
I may as well have skipped work to celebrate Carnival
And barbecue? Everyone likes it
But they forget that livestock generates manure
Even so I ate a lot more than one
What did I care if bulls fart (eh! old world!)

Eh! old world without gates! To dance the samba alone is so boring!
Eh! old world without gates! Everything ended, now it's just me and Borba Gato!!
Eh! old world without gates! I've danced the samba alone all my life!
Eh! gray world without borders!
It's all over, and it's not even Wednesday*5!

Look at this wonderful scenery:

There was Macchu Pichu in Peru, the beautiful plains of South America
The Alps, Mount Fuji, the Eiffel Tower, and the Moulin Rouge

Walls of China, Pyramids of Egypt
Corner pub, sugarcane juice, farmer’s market heart of palm pastry
(and lollipop)
The plains of Azerbaijan,
The waterfalls, the savannahs, the Redeemer, the Taj Mahal,

The Lighthouse of Alexandria, the Gardens of Babylon, the Brazilian Senate,
Soccer that people worshipped and in the Stadium of Aflitos6 reveled madly,
Maracanã6 collapsed, we will never have a World Cup in Brazil again
(eh! old world!)

Eh! old world without gates!
To dance the samba alone is just great!
Eh! old world without gates!
It's all over, now it's just me and Borba Gato!
(hey, old world!)
Eh! world without flag-bearer!
Baiana, old guard and drummer from Mangueira7
Eh! wretched world!
I turn off the light and serve myself the last drink.

(1) Samba Desenredo
During the Brazilian Carnival Samba School parade, each Samba School tells a story. In Portuguese, enredo means plot. Samba-enredo is a genre of samba in which a story is told. Desenredo means disentanglement, such as when a complicated issue is resolved or a complicated plot becomes clear.

(2) Abre-alas is also a word from the Samba School parades. Each School’s performance is organized in different segments. Each segment represents one part of the Samba-Enredo’s story (see note 1). Each of these segments is called an ala. The Abre-Alas float is where the story begins. It opens each school’s parade.

(3) The word used in the song – “bosta” – literally means “shit”. Therefore it is not recommended for social or formal conversations.

(4) The correct word is “velho”, which means old. In colloquial spoken Portuguese it is common to say “véio”.

(5) Reference to Ash Wednesday = Quarta-feira de Cinzas, which marks the end of Carnival festivities.

(6) Aflitos and Maracanã are soccer stadiums.

(7) These are words from the Samba Schools parade:

Meia duzia nova
 

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Pesinho na Consciência | ½ dúzia de 3 ou 4


Música: Daniel Carezzato, Gabriela Prado, Luciana Bugni, Sergio Wontroba e Thiago Melo | Arranjos: ½ Dúzia de 3 ou 4

Ai meu deus eu quero ficar rico e o capitalismo ajuda a destruir o meu planeta
O que que eu faço?
Eu quero mesmo é ficar rico sem o menor embaraço
E a arvorezinha, o coelhinho, o ursinho Puff, e o leãozinho,
- Mas e a zebrinha? Ah, vá se f....

Bichos escrotos saiam dos esgotos... bichos escrotos, venham...
- Ah, é bicho.
- É bicho.
- Bicho morre, né?
- Morre. Basta tá vivo.

Pense, eu compraria tanta coisa e desfrutaria tanto, para ser enfim feliz
O que que eu faço?
Eu gero lixo e jogo fora e diminuo meu espaço
E o meu riozinho, e os laguinhos, e a florestinha, pantaninhos vão sumindo...

O Rio de Piracicaba... baixou

Ai, mas eu seria tão bonito e eu teria tanto amigo pra mostrar minha beleza
O que que eu faço?
Eu pago chope, eu photoshopo, eu me maquio, eu viro pop
E a Marilyn Monroe, e o Elvis Presley, e o Michael Jackson...
- Ficaram tudo bonito, bonito, bonito e daí morreram
- Mas morreram?

Pesinho na consciência
Pezinho no saco da Mãe Natureza

Um boi custa seis cabras
Seis cabras custam um coala
Um coala, três galinhas
Três galinhas, um tatu
Dos grandes, do casco duro
- E um tatu grandão é caro
Afinal, é um bicho raro!

Uma fazenda vale seis sítios
Seis sítios valem um resort
Um resort, seis apês
Seis apês valem um ranchinho
Nos rincão da Zona Norte
- E na Zona Norte é caro
Afinal, tem área verde e o ar puro flui fácil

Um choro custa três alegrias
Três alegrias, dois copos de pinga
Duas pingas, seis paçocas
Seis paçocas, uma certeza
Uma certeza, meio amor
- E o amor não vale nada...
Porque metade do amor é tristeza

Ai, mas eu seria caridoso e ajudaria tanto pobre e pagaria os meus pecados
O que eu faço?
Eu dou esmola e caridade, eu compro bala no semáforo
E no Criança Esperança, eu ligo tanto até que cansa...

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Problemas de Eleição? | ½ dúzia de 3 ou 4


Daniel Carezzato, Luciana Bugni, Marcos Mesquita, Sergio Wontroba e Thiago Melo | Arranjos: ½ Dúzia de 3 ou 4

Se eu for eleito, o mundo não acaba
Caso contrário, ele desaba
Se eu for eleito, o mundo não acaba

Ei ei ei, você!
Conto com seu voto, compro voto, conto voto
- Quanto voto!

Varre, arre! Vá de reto!
Juntos fundaremos o PPQTeMê
Partido do Pior Que Tá Melhora
Nós vamos construir os abrigos nucleares (populares!)
Antifumo, antizica, antipropina e disk pizza (vote em mim)

Se eu for eleito, o mato não queima
Fumaça não sobe e o globo não aquece
Se eu for eleito, você não padece (ula lá)

Se eu for eleita, eu prometo muitas auroras boreais
Reforma agrária nas ociosas fazendinhas virtuais
Um metrozinho de São Paulo a Macchu Picchu (ula lá)
E um jardinzinho beirandinho o precipício (ai que mimo)

Se eleito for, vou garantir um belo clima tropical
E cataratas no Saara, mas que plano genial!
Teletransporte baratinho para todos (foi ele que fez!)
E o Haiti bonito num cartão postal (que tal?)

Se eu for eleito, Veneza não inunda
Holanda não afunda, cuidado com a rima...
Perco seu voto, não a piada... (ha-ha)

O sol nasce no leste
Vou fazer nascer no oeste
E inverter de vez a rotação
Pra tiruliruliruli o Nibiru da direção
Pra chubarubarubaru em Sucupira, circo e pão!

Direito de resposta do POP (Partido de Odorico Paraguaçu)

Se eu for eleito, movo montanhas
Rejunto a Pangeia e mudo de idéia
Vendo o partido e saio de férias...

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De Novo, Cristina? | ½ Dúzia de 3 ou 4


Música: Luciana Bugni, Sergio Wontroba e Thiago Melo | Arranjos: ½ Dúzia de 3 ou 4

Olha eu a fim de ti antes que o mundo finde
Mas olha bem aqui no fundo antes que finde o mundo
Finge que me vê antes que o mundo finde
Mas olha bem aqui no fundo antes que finde o mundo

Vinte de dezembro de 2012, na véspa do Armagedon
Mudei de calçada e vi uma flor
Me acabei na risada: encontrei meu grande amor

Vinte de dezembro de 2012, era uma quinta e chovia rã
Soavam trombetas, os anjos gritavam
Mas não me importava: encontrei meu grande amor

Vinte de dezembro, era uma quinta eu me lembro

Vinte de dezembro de 2012, comprava branco para o Réveillon
Fui atropelada e nem senti dor
Estava atrasada: encontrei meu grande amor

Eu disse vinte de dezembro de 2012, 15h14 e eu na contra mão
Um banjo soava, os anjos cantavam
Eu nem me tocava: encontrei meu grande amor
Eu disse vinte de dezembro, 15h14 eu me lembro

Vinte de dezembro, às 15h18, eu todo afoito e o céu marrom
Profetas urgiam, o tempo pirava
A hora marcada: encontrei meu grande amor

E ele disse todo afoito... bem às 15h18...

E era 15h18 de vinte do doze, eu toda prosa no planeta azul
Ninguém buzinava e nem conseguia
Nem atrapalhava: encontrei meu grande amor

E era 15h18... e ele tava todo afoito...

O amor, pensei ser piada, ele convidava, eu sempre fugia do amor
Sempre afobado, pensei ser piada, me chamou de novo
Sempre afobado, sempre! É tarde ou há tempo?

Chamei lá pra casa, ela deu risada ela não cedia nada
Só me recusava e sempre fugia, sempre!
Ela deu risada, chamei lá pra casa, a noite chegava
Só me recusava
É tarde ou há tempo?

(E a tarde sumia...)

Eu disse vinte de dezembro de qualquer que fosse, já quase noite e ela disse não
Não me conformava, o mundo acabara
Que vida vazia! Eu perdi meu grande amor...

De qualquer que fosse... Bem quase de noite...

Eu disse era quase noite e eu mantive a pose, vinte do doze eu cismei que não
Se não aceitava, o contrariava
E até explicava: amanhã eu faço amor!

Eu disse bem quase de noite... Eu disse e mantive a pose...

Olha eu a fim de ti antes que o mundo finde
Mas olha bem aqui no fundo antes que finde o mundo
Finge que me vê antes que o mundo finde
Mas ela cisma em ter princípios até no fim do mundo

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Classificados | ½ dúzia de 3 ou 4


Música: Daniel Carezzato, Luciana Bugni e Marcos Mesquita | Arranjos: 1/2 Dúzia de 3 ou 4

Vende-se um planeta usado
7 bilhões de únicos donos
Em médio estado mas sem as calotas

Com o teto cheio de buracos
O radiador enguiçado
E água salgada no tanque de gasolina

Zilhões e zilhões de quilômetros rodados
Injeção só na testa a essas alturas
Aceita-se troca por um planeta mesmo que avermelhado

Vende-se um planeta usado
No porta-luvas duas guerras guardadas
Com furos no estepe e o eixo inclinado

Com o porta-malas repleto de fome
Ar condicionado invertido
Desgraças no rádio e painel com ruído

Sem direção, hidráulica seca
Os cintos já não seguram mais nada
Aceita-se troca por um planeta sem pneus em órbita

A Estrela D'Alva é a luz do freio...

Vende-se um planeta semi-novo
Garantia estendida até o fim de 2014
Aceita-se troca...

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DESAFIO FOTO-CARNAVALESCO

por um Rio sem poluição visual

Logo após o carnaval de 2012, criamos o DESAFIO FOTO-CARNAVALESCO CAS, uma brincadeira com viés de ação de cidadania:

Nunca o nosso carnaval havia sido invadido de forma tão agressiva por merchandising e poluição visual.

Com a cumplicidade e compadrio da prefeitura, os 'patrocinadores oficiais' do carnaval emporcalharam a cidade, roubaram iconografias e marcas registradas de blocos tradicionais e pasteurizaram a festa.

A ideia do desafio era mostrar como logomarcas se imiscuem em nosso campo de visão, invadem nossas fotos e se espalham pelas redes com nossa ajuda, gratuita e involuntária.

A brincadeira era: revirar os seus arquivos fotográficos do Carnaval 2012 e tentar encontrar fotos QUE NÃO TIVESSEM LOGOMARCAS 'SUJANDO' A CENA.

O que parecia fácil, na prática se mostrou difícil, quase impossível, numa festa em que os foliões se tornaram apenas coadjuvantes passivos da grande orgia corporativa em que se tornou a nossa cidade.

Nosso plano deu certo. Suscitou debates, apurou a percepção visual dos envolvidos, questionou o que se considerava 'inquestionável': afinal, de quem é a cidade? De quem é a festa? Existem limites para a mercantilização do carnaval e seus foliões? Existem limites para o loteamento da paisagem da cidade maravilhosa?

Agora chegou a hora de divulgar os nossos campeões, os eleitos pelo voto popular e também as escolhas do nosso qualificadíssimo júri:

Marcia Barbosa Serra - apaixonada pela cidade, colecionadora de imagens e da iconografia do nosso Rio.
David Groisman - Outro colecionador de fotos antigas, em especial do Leme, bairro pelo qual é fanático.
Jerome Shaw: Fotógrafo profissional americano, cyber-promoter, parceiro e divulgador do CAS.
Julia Rocha: Designer, editora e fotógrafa carioca.
Kika Serra: Apresentadora, curadora e designer do CAS
MdC Suingue: Apresentador, curador e fotógrafo do CAS

Devemos salientar que muitas fotos lindas foram mandadas para o desafio, mas infelizmente foram desclassificadas devido às regras da brincadeira. Pedimos desculpas por termos de ser tão 'cri-cris'.

PS: O Desafio chegou ao fim mas o debate não: poluição visual e outros assuntos relacionados à cidadania serão debatidos no grupo DIREITOS URBANOS | RIO DE JANEIRO. Participe. Mobillize. Faça a diferença.

Categoria Júri Popular:

1º Lugar: Rodrigo Silva Lamounier - Smurf
2º Lugar: Helena Costa - Alah laô
3º Lugar: Claudia Diniz - Descanso do guerreiro.

Alah laô - Helena Costa

Descanso do guerreiro - Claudia Diniz

Categoria Júri CAS:

1º Lugar: Andrea Jabor - Índio
2º Lugar: Anna Cantanhêde - Movimento
3º Lugar: Verônica Moschetta - Upa Upa

Índio - Andrea Jabor

Movimento - Anna Catanhede

Upa Upa - Verônica Moschetta

Menção Honrosa - completam a lista das '10 mais'

Black Japa - Rodrigo Silva Lamounier

Melancias - Yonne Hauer Pereira

Fawkes - Rodrigo Silva Lamounier

Amy - Vanessa Fernandes

Occupy Trilogy

Occupy
Music

this three-part podcast series offers a great combination of music and commentary on the global Occupy protests, to help you make sense of it all.

brought to you by:

CAIPIRINHA APPRECIATION SOCIETY

www.CAS.podomatic.com

[Occupy 02 podcast]

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Part 1

Part 2

Part 3


What was supposed to have been an innocent rant against the sell-out of the rock'n'roll concept by the promoters of Brazilian-music festival Rock In Rio to big corporations, turned out to be, by sheer force of the modern information highway, something of a broader scope. If the revolution is not going to be televised, as they say, we guarantee it will be podcast.


As we observe the popular protests taking place across the globe, we couldn't help but recall a speech given by peace activist John Pilger back in 2009, in which he already detected that something was stirring:

"My own guess is that a populism is growing once again in America, evoking a powerful force beneath the surface which has a proud history."

 


Why should a Brazilian-music show be so involved in the Occupy discussions? That's because it's made by real people who care about the real world they live in. So in the third part of its Occupy series, the Caipirinha Appreciation Society brings you another great selection of music and analysis on the demonstrations.


The Caipirinha Appreciation Society is a Brazilian-music show produced for London's SOAS RADIO, bringing a wide selection of songs of all styles, regions and time-periods, from vintage sambas to modern blends. On our websitewe store over 100 hours-worth of previously broadcast shows - packed full of the finest, most interesting Brazilian music there is to be found - to listen to online or download for free.
If you do not wish to receive further issues of this newsletter, please reply with the text: "No, thanks".

CaipiHour 2, por Carlos Pontual

CaipiHour 02

O CaipiHour 2 foi cheio de percalços por causa da chuva. Por sorte, a gente já estava mais bem organizado do que na primeira festa, e tivemos a presença de espírito de transferir o local do quiosque da praia para o simpático bistrô Aroma de Café, bem aqui ao lado. Com as manhas aprendidas gravando a primeira festa, desta vez pudemos fazer um registro quase perfeito de nossos astros da noite, Carlos Pontual e Raphael Gemal, acompanhados por Fernando Jacutinga na bateria.

Abaixo, o depoimento do Carlos Pontual sobre o evento:

"Ensaiar é pra quem precisa. Esse trio (Gemal e eu nas vozes e violões, Jacutinga na bateria e percussão) já fez tanto som juntos que é só começar a tocar, que funciona. Mesmo em músicas novas. Então ensaiamos por telefone e email. Quando o Caipirinha Apreciation Society nos chamou para tocar na festa Caipihour, inicialmente seriam dois shows independentes. Mas é muito mais divertido misturar os dois repertórios. Podemos tocar mais, temos dois violões e não fica aquela formalidade do show do fulano e depois o show do sicrano. Então preparamos 3 sets misturados, já que tocaríamos durante todo o evento.

Choveu muito naquela noite e mesmo assim foi uma galera no Aroma Café Bistrô naquela noite. Tocamos com uma mesa na frente, estilo Vinicius de Moraes Talk Show. Só que usando chopp, ao invés do Whisky. 3 sets, sabe como é, o fim do segundo set já o negócio poderia estar comprometido . E também sem a parte do Talk, que a gente não é muito de falar. Não por acaso, o show começa com a nossa primeira parceria, "Lacônico".("Ela me perguntou/ como eu estava/ como eu estava...") Espero que vocês curtam o show. Está divertido de ouvir. A gente erra com classe paca."

Carlos Pontual
 São Paulo, 06 de fevereiro de 2012

Escute a íntegra do show aqui. Segue a lista das músicas, na ordem que foram tocadas / álbum em que podem ser encontradas.

01 | Lacônico | Carlos Pontual (Miolo do som)

02 | Quero te dizer | Carlos Pontual (Inventa qualquer coisa)03 | Prossegue a história | Carlos Pontual (inédita)

04 | Sol de outono | Carlos Pontual (inédita)

05 | Canto só | Raphael Gemal (Gemal e a Máquina ao vivo)

06 | A casa | Raphael Gemal (Raphael Gemal)

07 | Quarta-feira | Carlos Pontual & Raphael Gemal (inédita)

08 | Juca Pereira | Raphael Gemal (Raphael Gemal / Gemal e a Máquina ao vivo)

09 | Inventa qualquer coisa | Carlos Pontual (Inventa Qualquer Coisa)

10 | Morena do mar | Essa é do dorival caymmi, e não gravamos este arranjo

11 | Xepa | Raphael Gemal (Raphael Gemal / Gemal e a Máquina ao vivo)

12 | Summertime | Carlos Pontual (Não gravada)

13 | Maria, tô pra voltar | Carlos Pontual (Miolo do Som)

14 | Fubá | Raphael Gemal (Raphael Gemal / Gemal e a Máquina ao vivo)

15 | Pipa | Raphael Gemal (Raphael Gemal / Gemal e a Máquina ao vivo)

16 | 4 horas da manhã | Carlos Pontual (Inventa Qualquer Coisa)

17 | Janelas sincronizadas | Carlos Pontual (Inventa Qualquer Coisa)

18 | Chamada | Raphael Gemal (Raphael Gemal / Gemal e a Máquina ao vivo)

19 | Não sou máquina | Raphael Gemal (Gemal e a Máquina ao vivo)

20 | Um leve flashback | Carlos Pontual inédita

21 | Desculpas | Carlos Pontual & Gemal inédita

CAS doc | Chula do Sincretismo

CAS doc | Chula do Sincretismo

    Chula do Sincretismo

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Comment


É sob os auspícios dos Reis Magos que vimos, por estas mal traçadas linhas, inaugurar oficialmente o novo Blog do Caipirinha Appreciation Society.

Há exatamente um ano, fomos para o interior do estado do Rio de Janeiro preparar um rádio-documentário (premiado pelo edital "Nossa Onda", do MinC) sobre as folias de reis da cidade 'flumineira' de Valença.

É bem diferente da linguagem normal do CAS, não apenas pelo fato de ser em português, mas também pelo edital ter como público-alvo jovens entre 14 e 26 anos dos Pontos de Cultura espalhados pelo Brasil afora. O formato tinha que ser palatável para as diversas rádios educativas, comunitárias e estatais que veiculariam o programa.

Frente às limitações que normalmente não temos no CAS (como tempo de duração e prazo de entrega), tivemos discussões acaloradas se postaríamos aqui o documentário tal como foi entregue, ou se refaríamos tudo, já que o material coletado foi muito mais rico do que o que 'coube' nos 15 minutos pedidos pelo MinC.

Venceu a 'credibilidade institucional' conferida pelo edital, que escolheu 52 documentários em meio a centenas de projetos enviados para a apreciação do Ministério.

E como hoje é Dia de Reis, fica este presente para nossos ouvintes. Após nossa longa jornada, lançamos junto com o documentário o nosso sonhado blog. Fiquem de olho nesse espaço, que muita coisa extra curricular há de ser vista, ouvida e debatida por aqui.

     
   

Orange

Caipirinha Appreciation Society :: brazilian music podcast :: Brazil beyond clichés
















Produced for the University of London’s SOAS Radio and shared with the world as a podcast, the Caipirinha Appreciation Society offers its audience two hours of wonderful under-exposed Brazilian music of all styles, regions and time-periods, from vintage sambas to modern blends.


Produzido para a rádio inglesa SOAS Radio - da University of London - e difundido para o mundo como podcast, o Caipirinha Appreciation Society oferece à sua audiência internacional duas horas de música brasileira pouco explorada pela mídia, de todos os estilos, regiões e períodos, de sambas clássicos a misturas modernas.


MdC Suingue (Portuguese for "Swing") founded the Caipirinha Appreciation Society in 2004, to show the world that there is a lot more to Brazilian music than what radio stations and record companies would have you believe. Kika Serra joined the CAS in 2006, when the show became a bi-national broadcast.



MdC Suingue fundou o Caipirinha Appreciation Society em 2004, para mostrar ao mundo que "música brasileira" é muito mais do que as rádios e gravadoras fazem parecer. Kika Serra juntou-se ao CAS em 2006, quando o programa se tornou uma transmissão bi-nacional.